Miguel Fino, o contacto a ter em Bali


Miguel Fino tem 31 anos e é um jovem empreendedor, que mesmo tendo trabalho certo na sua área de formação, decidiu deixar tudo e ir à procura de “mais”. Foi em busca dessa realização em Bali e nem precisa de dizer se a encontrou, porque as fotos que vai colocando no facebook dizem tudo…

Atualmente gere em conjunto com um amigo de muitos anos, que o acompanhou nesta “aventura”, duas empresas: a Diamond Property Consultants (compra e venda de propriedades de luxo) e a Diamond Tours & Travel (organização de férias).

Por isso, se está a pensar ir a Bali, o Miguel e o sócio, são as pessoas a contactar!

O que te motivou para ires viver para Bali?

É uma história curiosa. Há uns anos atrás tive a oportunidade de trabalhar em Timor- Leste. Timor foi uma experiência maravilhosa. Foi o meu primeiro contacto com a Ásia e a primeira vez que estive longe do meu país. Estávamos em 2008, Timor tinha ainda algumas limitações e as deslocações a Bali para compras, diversão e procura de novas gentes, era algo natural. Apercebi-me rapidamente do potencial desta ilha e ficou claro na minha cabeça que podia estar aqui uma boa oportunidade de investimento. Na altura, por diversas razões, acabei por regressar a Portugal e não concretizei os meus planos.

Felizmente, mais tarde, reuniram-se as condições necessárias e hoje estou muito contente com a decisão que tomei.

Acredito que as motivações de cada emigrante são diferentes de pessoa para pessoa mas parece-me que não se pode dissuadir da ideia central: a busca de melhores condições de vida. Para ser honesto, estava muito bem na empresa onde trabalhava e tinha a sorte de trabalhar em algo para o qual fui formado e isso hoje em dia é uma benesse. Era responsável de recrutamento e formação. No entanto, havia algo mais, precisava de algo mais. Sempre quis ter algo meu. O mundo é muito grande, cheio de coisas para ver, de pessoas para conhecer, de vida para viver. Não se prendem pássaros em gaiolas.

Em que negócio trabalhas em Bali e porquê?

Neste momento, eu o Miguel Canito, meu sócio e grande amigo há alguns anos, somos responsáveis por dois negócios. Iniciámos a nossa aventura com a Diamond Property Consultants, uma consultora de venda e aluguer de terrenos e casas de luxo. O nosso projeto prende-se com o potencial turístico de habitação que Bali oferece. Há imensa gente com vontade de investir para ter um pedaço de paraíso onde possa fugir das suas rotinas ou simplesmente gozar a sua reforma. Como se diz em bom português, pode pensar-se que não são casas “para todos os bolsos” mas a verdade é que uma villa em Bali custa o mesmo que um T2 nos arredores de Lisboa.

O segundo negócio nasceu por acaso. Por uma pequena brincadeira o Miguel Canito criou um blogue e uma página de Facebook e lançou-me o desafio de “partilharmos a nossa vida do outro lado do mundo”. A verdade é que aquilo que começou por uma brincadeira rapidamente se transformou numa nova oportunidade de negócio. Começamos por receber pedidos de informação, sugestões de hotéis etc. Foi assim que nasceu a Diamond Tours & Travel, uma empresa que organiza as férias de todos os que desejam vir a Bali. Hotel, passeios, viagem, roteiros turísticos, atividades radicais, tratamos de tudo um pouco e costumamos dizer que se o cliente deseja, nós conseguimos. A verdade é que organizámos viagens pela Indonésia, lua-de- mel e até um casamento. Temos todo o tipo de clientes, desde o mochileiro ao famoso que nos aparece na TV diariamente. Ficamos muito felizes por ajudarmos a que cada vez mais portugueses conheçam e queiram visitar esta ilha maravilhosa.

Quais as dificuldades encontradas?

As principais dificuldades relacionam-se com a distância dos nossos familiares.

Não existe um grande choque cultural. Bali é uma ilha onde todas as pessoas te recebem com um sorriso nos lábios e facilmente te sentes em casa. A comida é boa e o clima é fantástico. Estamos a dois dias de casa, e o tempo e custos envolventes é o mais difícil. Tirando isso, talvez a burocracia e lentidão na resolução de alguns processos. Não sei se será assim tão diferente de Portugal (risos).

Quais os conselhos que podes dar a quem sonha arriscar numa nova vida?

É complicado responder a isso. Cada pessoa sente o risco à sua maneira. Para mim sair de casa e partir para o outro lado do mundo é algo natural. Acredito que para outras pessoas, mudar de trabalho, ter um filho, começar no ginásio são também novas vidas e riscos tomados. A vida faz-se de pequenas vitórias.

Acima de tudo, acho que todos nós devemos fazer aquilo que nos faz feliz. Isso tem consequências e as consequências trazem receios e isso obriga as pessoas a ponderarem e muitas vezes a desistirem. É um grande cliché mas se fizermos o que nos faz feliz, não há medo que nos obrigue a parar. Umas vezes ganhas, outras não.

O que gostas mais e menos de Bali?

Gosto de quase tudo em Bali exceto o trânsito e a ausência de consciência ambiental. Há demasiado lixo, e nesse aspeto deveriam ser tomadas medidas imediatas.

Do que sentes mais falta de Portugal?

(risos) Sou um bom garfo. Um pastel de nata, um bom café, um cozido à portuguesa, essas coisas boas que nos fazem suspirar. E claro, da minha família, dos meus amigos, e de todas as pessoas com quem me cruzei e que sei que estão comigo nesta aventura.

Há novos projetos na “calha”?

Há ideias. Vamos ver. Para já estamos muito focados nos nossos objetivos e em manter o sucesso de ambas as empresas. Gostava muito que pudéssemos ser uma porta de entrada para investidores portugueses em Bali. Há imensas marcas e produtos portugueses, com muita qualidade, que facilmente teriam uma palavra a dizer. Acreditamos que podemos ajudar a que mais portugueses queiram conhecer e investir em Bali.