Maldivas em low cost, a nova tendência

Quando há uns anos se falava em Maldivas, a primeira coisa que pensava era, “ui isso é para ricos!”, mas os tempos mudaram e fazer Maldivas em low cost começa a ser uma tendência, até porque torna toda a experiência mais real.

Em 2013 o governo das Maldivas deu autorização de abertura das ilhas habitadas aos turistas, tendo-se tornado Maafushi a mais visitada e desenvolvida. O alojamento cresce a um ritmo alucinante, assim como as ofertas de tours diários. O povo adaptou-se facilmente e tem aceite bem as roupas reduzidas dos turistas que por lá passam. Poucas são as coisas que nos fazem sentir estar numa ilha muçulmana, mas a barreira existe: não há álcool na ilha; os turistas têm que apanhar sol e tomar banho na bikini beach, nas demais praias têm que andar vestidos; as orações em alto e bom som provenientes das duas mesquitas da ilha (não se assuste se às 06 am. começar a ouvir a reza da manhã); a escola pública com mensagens educativas nos muros, onde uma delas incentivo ao estudo do Islão… Mas talvez seja também isto que torna Maafushi especial. A ilha fica a 30 minutos de speedboat do aeroporto ou a 90 minutos de ferry. Tem pouco mais de 1 quilómetro, o que a torna facilmente visitada a pé. Num extremo da ilha existe uma prisão, mas pouco se dá por ela. Mais facilmente se dá pelas inúmeras construções que não páram…

Existem lojas de presentes, cafés, padarias, um campo de futebol, um SPA e até um ginásio. Maafushi está a crescer e os preços baixos são um atractivo para quem quer conhecer o paraíso sem gastar as poupanças.

Há ofertas de alojamento para todas as bolsas, dos 30 aos 200 usd. A comida também é em conta, todas as noites existem buffets com comida à descrição (até peixe fresco grelhado)  com preços entre os 8 e os 12 usd. Uma cadeira na praia custa 5 usd, mas se ficar na areia, acredite que fica bem. Do que senti mais falta, foi de maior variedade de fruta (há coco, ananás, papaia e pouco mais)…

Como a ilha tem pouco para fazer, o melhor é mesmo optar por alinhar nos tours diários disponíveis. Pode ir numa manhã fazer snorkelling com golfinhos, tartarugas e um sem número de peixes, terminado com um almoço num banco de areia no meio do mar, e o melhor de tudo, por apenas 25 usd. Se por outro lado procura ter uma experiência do que é visitar as Maldivas caras e luxuosas, também existem visitas diárias a diversos resorts, com diferentes preços. Eu comprei a ida ao Adaaran Prestige Vadoo, (95 usd) partida de Maafushi às 07:45 am (20 minutos de speedboat) e regresso às 6:30 pm. Regime tudo incluído, bar aberto com bebidas alcoólicas, almoço buffet (que bem que me soube o bife que já não comia há duas semanas), chá às 4:00 pm, uma praia de sonho e um snorkelling surpreendente. A toalha de praia também está incluída no pacote, assim como a possibilidade de tomar um banho e trocar de roupa antes de regressar. Às 5:30 pm ainda pode assistir ao ritual de alimentar os tubarões (no dia em que lá fui, estavam tímidos e os atuns roubaram-lhes o lugar).

O dia já estava a ser maravilhoso, mas ainda ficou melhor quando conheci  o responsável do resort (era o dia de folga dele) e a respectiva família, pessoas maravilhosas (nunca vou esquecer a filha, a surpreendente Manali, uma menina especial). Ainda tive a sorte de conseguir ir ver uma water villa e acreditem que vale a pena. Quando decidir fazer as Maldivas em high budget este será o resort escolhido.

Outro dos passeios que tem muita procura é a ida noturna à pesca, eu como não sou muito amante deste desporto, nem arrisquei, até porque o jantar seria o que apanhasse e como não queria passar fome…

Além destes tours, existe uma enorme oferta de atividades aquáticas, desde parasailing, a moto de água, passando pelo mergulho… E o Indico sempre como pano de fundo…

As Maldivas já eram um sonho antes de ir, mas depois de as conhecer o sentimento intensificou-se e vim de lá de coração cheio, pelo azul sem fim do mar, pelos sorrisos das pessoas, pela liberdade de nadar com peixes de mais diferentes espécies, pelo sol que me fazia saltar da cama às 06 am, pelas amizades que criei para a vida… Ganhei tanto e gastei tão pouco…O sonho ainda não acabou…

DICAS:

  • Outras ilhas locais que começam a ganhar expressão são: Guraidhoo e Gulhi, para as quais existe também ligação através de ferry. Atenção que à sexta não há ferry. Ferry parte todos os dias de Malé às 03pm e custa aproximadamente 2 USD. De Maafushi parte às 07:45 am.
  • Atenção, só os speedboats partem do aeroporto. Se decidir ir no ferry tem que apanhar um barco no aeroporto até Malé (partem de 15 em 15 minutos, demoram 20 minutos e custam 1 USD) e já em Malé apanhar um táxi até ao porto de embarque (viagem de táxi 5 USD) . Não faça confusão. O aeroporto não fica em Malé, fica numa ilha ao lado.
  • Se optar por speedboat a viagem de ida custa 15 USD e o regresso 10 USD, com vários horários disponíveis. As companhias que operam são a IcomTours, a Shadow Palms (fiz sempre tudo com eles e recomendo) e a Maafushi Tours. Para os localizar no aeroporto é fácil, passando a alfândega vire à esquerda até ao posto de informação. Os representantes destas agências encontram-no ai. Vão ter uma placa com o nome da companhia ou do seu hotel. Consegue marcar tudo com eles antes de chegar, basta enviar mensagem a combinar e paga à chegada.
  • Tenha atenção na escolha do alojamento, pequenos detalhes como o pequeno-almoço podem fazer a diferença (alguns sítios só servem o pequeno-almoço típico, o que não poderá ser mau se gostar de começar o dia logo a comer peixe…
  • Recomendo vivamente o meu hotel, o Kuredhi Beach Inn, um pequeno hotel junto à bikini beach, novo, quartos grandes e confortáveis, bom sinal wifi, pequeno almoço variado (isto faz a diferença, as pessoas que conheci na ilha e que estavam noutros alojamentos juntavam-se a mim para comer)  e uma equipa espetacular, sempre pronta a ajudar. Não há quem não conheça o responsável, o Tiger.
  • Tome atenção quando marcar o alojamento, porque há muitas taxas associadas que muitos sites não anunciam. Ao preço do quarto tem que adicionar 12% de taxa + taxa do ambiente no valor de 3 USD por pessoa por noite + 10% taxa de serviço.
  • A comida é boa na ilha, mas recomendo o restaurante do hotel Crystal Sands, com uma carta de bons pratos e sobremesas de babar. Ah e com preço bem acessível.
  • As compras finais, que gosto sempre de trazer para a família, fiz na loja de presentes Arena. Preço justo e atendimento cinco estrelas. Comprem o doce enrolado em folha de palma que é feito pela dona da loja e pela mãe. Uma delicia de coco, por apenas 2 USD.
  • O dólar americano é usado em toda a ilha, mas cuidado, que a nota não pode estar rasgada nem eu mau estado, caso contrário não é aceite
  • Existe uma caixa de multibanco na ilha