Chiang Mai: a segunda maior cidade da Tailândia

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DADOS DE CHIANG MAI

– É a 2ª maior cidade da Tailândia

– Localizada a 800 quilómetros a norte de Banguecoque

– Tem mais de 300 templos budistas, os chamados watts

– É o centro cultural do Norte da Tailândia

– Fundada em 1296 foi o berço da religião budista e das tradições culturais do Norte

A escolha por Chiang Mai não foi nada difícil, até porque queríamos (o post é feito no plural, porque fui com um grupo de amigos) muito ir ver o Templo Branco e ir ao Triângulo Dourado. Chegar a estes locais através de Chiang Mai era a forma mais fácil, até porque a cidade tinha tanto para oferecer e estávamos entusiasmados em visitá-la.

Apanhámos um avião desde Banguecoque e logo na chegada fomos recebidos pelo nosso guia, o Jimmy, da Gems Excursions Advisor. Combinei tudo por email e foi sempre cinco estrelas. Aliás, já tive vários amigos que foram lá posteriormente e recorreram aos serviços dele.

Ficámos num pequeno hotel, o Viangbua Mansion, por apenas 1000 baht = 25€ a noite em quarto duplo. Era um hotel muito simples, limpo, bem localizado e com um pequeno-almoço agradável.

Na entrada do Viangbua Mansion
Na entrada do Viangbua Mansion

Como chegámos tarde, fomos jantar no Night Market e adorámos. Começou logo o consumismo, confesso.

Todas as noites as ruas de Chiang Mai ganham vida e transformam-se em Mercado. Acreditem que vale mesmo a pena aproveitar para fazer compras, quer de algo artesanal, quer de contrafação, porque os produtos são de boa qualidade.

É considerado um dos mercados mais baratos da Tailândia. E lá viemos todos com as bagagens mais pesadas…

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No dia seguinte já tínhamos agendado um passeio privado até ao Triângulo Dourado, que nos iria ocupar todo o dia.

Visitámos:

Mae Khajan Hot Springs (aqui fizemos uma pequena paragem a meio caminho para beber café. Como o nome indica, tem uns pequenos geiseres e tentam vender-nos ovos para cozer neles. Vale o que vale, mas deu para esticar as pernas entre o longo percurso Chiang Mai- Chiang Rai);

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Wat Rong Khun (o tão conhecido White Temple);

O White Temple é um dos templos mais visitados do norte. Num estilo contemporâneo e pouco convencional, este templo pertence ao artista Chalermchai Kositpipat, que além de o desenhar, também o construiu. O proprietário acredita que esta oferenda o vai levar à vida imortal. Aberto ao público desde 1997, são vários os motivos de atração. Para se chegar ao edifício principal tem que atravessar uma ponte com várias mãos esculpidas, simbolizando o desejo. Passando a ponte chega-se ao templo, cujo interior ainda não está terminado, estima-se que as pinturas só estejam completas em 2070. O exterior é feito por vidros fragmentados que dão a ilusão de espelho.

No interior, as pinturas tem imagens de guerra e de figuras atuais, como Michael Jackson, Batman, Bart Simpson… Toda esta confusão de imagens, pretende passar a mensagem de que a humanidade está a ser destruída pelas atitudes humanas.

Infelizmente um terramoto ocorrido em Maio de 2014 destruiu parte do templo, mas que rapidamente começou a ser recuperado.

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Outro dos edifícios é composto por um templo dourado, com casas banho luxuosas e aqui estão representados os bens materiais.

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Existe ainda uma zona onde se pode pedir desejos e deixar uma mensagem pendurada numa espécie de árvore.

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Atira-se dinheiro e pede-se um desejo

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Karon Long Neck Hill Tribe (estávamos na dúvida se devíamos acrescentar ao plano, porque tínhamos sentimentos diferentes sobre a exposição das mulheres do pescoço de girafa);

Visitar esta tribo não sei se deve ser colocada como ponto de visita, depende da sua consciência. Depois de alguma hesitação lá fomos, o local onde vivem é remoto e com poucas condições.

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Nota-se que não se devem sentir confortáveis com a exposição a que estão sujeitas, mas a verdade é que em certa parte, a possibilidade de conseguirem ganhar algum dinheiro com os turistas é também uma ajuda. Durante a visita fomos brindados com danças típicas e barracas de venda de alguns artigos feitos à mão, como por exemplo cachecóis. As cores vivas das bancas enchiam o olho e levaram-nos a comprar.

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Mas não deixa de ser impressionante o peso que suportam no pescoço, que pode chegar aos 10 quilos!!! O peso aumenta conforme a idade e os colares começam a ser usados a partir dos 5 anos, sendo que ao longo desses anos vão adicionando peso.

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Impressiona ver a facilidade com que elas se movem bem, mesmo com os pescoços cobertos, mas é uma tradição que fazem questão de respeitar.

A versão que nos contam destes colares, é que serviam para as proteger das mordidas dos tigres, mas já começam a haver outras histórias.

Pelo caminho passámos ainda por uma escola primária, onde as crianças da vila têm aulas.

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Alguns bahts depois voltámos à estrada, sem conseguir perceber muito bem, se aquela visita tinha feita sentido..

Alguns factos sobre as mulheres girafa:

– Oriundas de Myanmar, estas mulheres são refugiadas. Viviam em zonas de conflito, como tal, fugiram à procura de segurança.

– O governo tailandês deixa estas refugiadas de Myanmar estarem no país, só que não podem trabalhar, como tal, precisam de arranjar forma de subsistir, dai que as visitas que recebem, podem ser uma mais-valia.

Seguimos viagem até ao centro de Chiang Rai (cidade a 180 quilómetros norte de Chiang Mai, faz fronteira com Myanmar e Laos). Deambulámos pelas ruas da cidade e embarcámos na zona do Triângulo Dourado (Golden Triangle), onde fizemos um passeio de barco pelo rio Mekong até ao Laos.

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O Triângulo Dourado é conhecido por ser a zona onde converge o Laos, Tailândia e Myanmar.

Fronteira com Myanmar
Fronteira com Myanmar

Tornou-se desde 1950 a zona onde se produz mais ópio na Tailândia.

Aqui o rio Ruak junta-se ao rio Mekong e pode ir até à Don Sao Village, no Laos, onde existe um mercado com produtos contrafeitos e bebidas com cobras e escorpiões.

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Antes de embarcar aproveite para tirar umas fotos com o Giant Golden Budda.

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No regresso do passeio de barco, visitámos o Chiang Saen Temple (um templo a céu aberto).

Chiang Sae é uma pequena localidade perto da zona do Triângulo Dourado. Passámos por ela no regresso e o que nos fez parar foi mesmo o templo. Aproveitámos o facto de estar vazia, para nos deixar levar pela cultura tailandesa.

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Por fim regresso a Chiang Mai, já passava das 22 horas, super cansados, mas ainda com energia para mais umas compras no mercado.

No dia seguinte estávamos cheios de vontade de conhecer mais da cidade, como tal, aventurámos-nos em mais dois passeios incríveis:

– Manhã por Doi Suthep

Apesar de ser vulgarmente chamado de Doi Suthep, o seu real nome é Wat Phra That. Doi Suthep é o nome da montanha onde está inserido. Para lá chegar percorre-se uma estrada pela montanha de 15 quilómetros.

Construído como mosteiro budista em 1383, ainda é um mosteiro onde vivem os monges. Para alcançar o templo tem duas opções, ou enfrenta uma escadaria de 300 degraus, com a serpente Naga a fazer de corrimão, ou pode subir de elevador, pagando 30 bath = 0,75€.

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O templo é muito bonito e tem uma réplica do Buda de Esmeralda que está em Banguecoque.

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Na saída tem imensas bancas de presentes e há um estacionamento.

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Optámos por alugar um Red Songthaew e combinámos com o condutor que esperasse por nós.

– Pagámos 400 baths = 10€ por duas horas.

– A viagem de Chiang Mai até ao templo demora 25 minutos.

Já a tarde foi dedicada aos elefantes na “Tung La Korn” Village.

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Esta foi das melhores experiências que tive na vida e dificilmente irei consegui passar por palavras tudo o que vivi e senti.

Queria estar num sítio único, onde pudéssemos estar apenas os seis do nosso grupo e que não fosse daqueles turísticos, onde obrigam os elefantes a fazer palhaçadas.

Uma hora de viagem, por meio de montes verdes e com paisagens de cortar a respiração, lá chegámos ao campo e ali estavam eles com a sua figura imponente.

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Trocámos de roupa, aqui aconselho a levar uns ténis velhos que depois possa deixar ficar por lá, e começámos por ter uma explicação de algumas palavras essenciais para comandar o elefante. Não percebi parte das palavras, mas os gestos decorei-os.

Pouco tempo depois, já estávamos a subir para as costas do elefante e UAU, que Medo!!! Foi uma sensação muito estranha e confesso que por momentos me apeteceu desistir, mas não podia dar parte fraca e lá me armei em corajosa.

Foi MARAVILHOSO!!! Nem as dores nas pernas e nas minhas partes íntimas me demoveram. É de ressalvar que andei três dias sem conseguir fechar bem as pernas, isto porque fomos sentados na pele do elefante e a coluna deles é muito dura.

Cada passo que o elefante dava, pensava sempre que ia cair, mas olhando para trás, estou orgulhosa de ter conseguido levar esta experiência até ao fim.

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E assim terminou a nossa visita por Chiang Mai e de coração cheio, com vontade de voltar. Entendemos perfeitamente o porquê da cidade não parar de crescer e ser o destino de eleição dos nómadas digitais. É que Chiang Mai além de ser uma cidade com um custo de vida mais barato que Banguecoque, a internet é muito mais rápida e a “atmosfera” que a rodeia é viciante.